21/07/2010

Carlos Núñez - "Celtique Médiéval"

Na minha opinião, a música é simplesmente mágica, envolvendo-nos na aura de combate (quiçá) em tempos idos dos Celtas.
Serve-me como excelente fonte de inspiração. Espero que gostem!

27/05/2010

Viver sempre também cansa

Antes de mais nada, quero só dizer que este texto consiste numa inspiração (muito humilde) do poema "Viver sempre também cansa", de José Gomes Ferreira.

Viver sempre também cansa.
A Terra gira, os animais nascem, os animais morrem. Às vezes chove, outras vezes faz sol. Até pode nevar. Mas nunca teremos uma chuva de animais, a Terra nunca vai ser o sol e a neve jamais será naturalmente vermelha.
Até a Lua, que parece mágica, nunca nos irá piscar o olho quando ninguém está a olhar. Também nunca nos levará a terras distantes, de cavaleiros e suas princesas, de batalhas heróicas, até terras mágicas com os seus jardins esbeltos e infindáveis, tal como a liberdade de quem lá vive.
Não. Tudo é igual, mecânico e exacto.
Os homens, instrumentos vazios, comem, bebem, riem e choram sem imaginação.
As crianças, pobres sonhadoras, são tidas como inocentes desconhecedoras do mundo. Mas lá no fundo, conhecem mais mundos inventados do que qualquer adulto! Só é pena limitarem-se ao sonho, porque a Terra não deixa mais.
Tomemos as cidades como exemplo. Jamais ganharão pernas ou asas; continuarão sempre as mesmas, com os seus bairros miseráveis, destruídos pelas guerras de duas pessoas que não são capazes de partilhar o único mundo que têm.
E como se não faltasse mais nada, ainda me obrigam a viver até à morte para assistir a este espectáculo tão mórbido, pobre e infeliz!
Ah!, se eu pudesse suicidar-me por seis meses, ficar em "stand-by" para mais tarde acordar nos teus braços, deitado num dos muitos mundos que imaginei em criança.
Quando já não houvesse nada, as cidades tivessem sido destruídas, o sol tivesse perdido o seu brilho e reinasse a monotonia, viriam perguntar-te quando havia eu morrido. Então tu dirias: "Matou-se esta manhã. Agora não o vou ressuscitar por uma bagatela".
Depois virias velar por mim enquanto eu descansava deitado com a Morte num dos muitos mundos que inventei.
Porquê?, perguntam vocês. Porque tudo é sempre igual, mecânico e exacto.
Porque viver sempre também cansa.

01/12/2009

Life in a desconnected way

Life is complicated,
Sometimes more than you think
Don't never let things go down
Blue, grey, yellow, pink.

When things look dark,
And you're just about to give up
Remember that things can get more complicated,
Coca-Cola, Ice tea, 7up.

If everything's are messed around
And you feel thirsty and hunger,
Go to the supermarket and buy
Cheese, carrots and maybe a hamburger.

And to finish describing
Life in a strange way
I'll introduce a completely desconnected verb:
said, said, to say.

15/10/2009

Carpe Diem II

"Está calor". "Está frio". "Está muito sol". "Está a chover torrencialmente". "Não me apetece". "Agora não".
Isto é a cantilena típica de muita gente, na qual me incluo também.É a resposta para certas e determinadas perguntas que por vezes nem vale a pena responder (não me peçam exemplos!).
Quando só apetece ficar esparramado de papo para o ar ou deitar e contar carneirinhos, tenta reagir e mostrar que existes nem que seja só bocejando ou partindo alguma coisa.
Lembra-te! Só tens uma vida, logo, gastá-la sem fazer nada é como ir assistir a uma peça de teatro de olhos fechados; só captamos metade da informação e o resto da vida passa-nos ao lado sem sequer repararmos.
Por isso, não pares de fazeres coisas enquanto podes, pois, quando fores velho, os teus sonhos já terão tido o tempo para se tornarem verdade, embora, se não fizeres nada, muitos deles não se realizam.
Portanto, em vez de estares a ler este texto, que tal ires lá para fora aproveitar o tempo que te resta?...
Carpe Diem!!!

01/08/2009

Ser Poeta

O que é ser poeta?...
É ser o narrador de uma história que é a vida.
É aquele que tem uma passagem
Para um mundo de maravilha.

É ser o aventureiro destemido
E não é preciso ser eloquente.
É quem faz o mundo ter sentido
Aos olhos de toda a gente.

É exprimir em palavras
Aquilo que a alma nos diz.
Como em tempos faziam
Pessoa, Bocage e D. Diniz.

É alguém que é sonhador,
Alguém que procura o sentido da vida.
Alguém que escreve para além da dor,
Pois a poesia cura qualquer ferida.

Eu até posso tentar ser poeta,
Basta só saber sonhar,
Pois a poesia é o mais belo dos mares
Em que me apetece navegar.

12/07/2009

Refúgio

Era um quarto sem dimensão,
Um refúgio acolhedor
Onde não havia lógica nem razão
Um local só ao meu dispôr.

Estava cheio de imaginação,
Emoção, cor, fantasia;
Não havia lugar para a frustação,
Mas só para a paz que ainda me alumia.

Era o meu mundo imaginário,
O meu castelo impenetrável de fantasia
Era onde guardava os meus sonhos,
De onde enfrentava os problemas do dia-a-dia.

Era meu e só meu;
Nele fazia o que queria.
Depois cresci
E ele simplesmente desapareceu...

18/06/2009

O meu jardim

Já lá vai um longo ano
Que eu cultivei o meu jardim.
É o meu grande e intocável orgulho;
Uma outra razão de ser para mim.

Um ano após semear
Tão belo e viçoso jardim,
Estava prestes a acordar
Quando um certo odor veio para mim.

Cheirava a limão, rosas e jasmim
E a um outro misto de emoções.
Senti-me então inundado
Por múltiplas sensações.

Olhei para o manto multicolorido
Em que se havia tornado o meu jardim;
Era tão bela e cobiçada visão
E estava reservada para mim.

Dois carvalhos e um pequeno pinhal;
Coelheiras, galinheiro e pombal;
As cores, os sons e as sensações
Misturam-se numa composição divinal.

É uma paisagem deslumbrante
A que avisto do meu jardim;
É a Primavera em flor
E foi feita por mim.

É um prazer ter tão belo jardim,
Onde reinam a calma e a harmonia,
Onde concentro a minha vida;
De onde provém a minha alegria.

22/04/2009

E assim se vive...

Cá estou.
Vou seguindo o meu caminho sem olhar para trás, sem sequer me dar ao trabalho de reparar nos pormenores inúteis que ficaram por esclarecer e desvendar.
Vai-se andando.
Conforme os dias passam, vou reparando que podia e se calhar devia ter dito certas coisas a certas pessoas numa certa ocasião e num certo lugar. Só para apaziguar a alma.
Enfim...

Este sou eu com
Um mundo inteiro para conhecer.

Os dias passam. As horas voam. Os minutos correm. E eu fico apenas a ver, impávido e sereno. Que mais poderia fazer?
Nos entretantos, vou fazendo aquilo que me compete fazer. Nada. Ainda bem.
De resto, aproveito para pensar naquilo que ainda vou a tempo de fazer e que gostava de ver realizado.
É assim que funciono. Sou o personagem principal numa peça que é a vida, o enredo é a minha própria história, os cenários são os sítios por onde passo e as pessoas que conheço variam entre personagens secundárias ou meros figurantes.
Depois... depois há o fim.

20/02/2009

Mundos paralelos

Temos dois mundos paralelos
Dos quais podemos desfrutar,
O da realidade do dia-a-dia
E o outro onde queremos ficar.

Por pior que a vida seja,
Por pior que o mundo esteja,
Resiste, persiste e insiste
E depois desfruta do outro mundo...

Um deles pode ser uma prisão
O pior sítio para estar
Mas depois há o outro lado
Onde poderemos descansar

Mas apesar disto tudo
Há uma coisa que não se pode esquecer
É que por melhor que o subconsciente seja
É no outro que realmente estamos a viver.

São dois mundos paralelos
Não serão iguais por mais que tentes
Pois às vezes são opostos
Mas sempre iguais,sempre diferentes.

09/02/2009

Carpe Diem enquanto podes

"Carpe Diem" - expressão latina cujo significado é "aproveita o teu dia" (definição de um dicionário qualquer).
Para mim, "carpe diem" significa muito mais do que apenas aproveitar o dia. Isso é uma definição muito ligeira. Esta expressão quer dizer, em si própria, "dá o teu melhor para tornares o teu dia melhor e assim tirares o maior partido deste".
Porque, se virmos bem, só temos uma vida. Apesar de algumas pessoas acharem que estou a dizer o maior disparate do mundo, esta é a verdade nua e crua. Só há uma vida. Só temos uma.
Não há aquele conceito das três tentativas. "Game Over" é o fim. A seguir não há mais nada, por mais que digam que há.
E isso não vos soa estranho? Quando se vão deitar, pensam que daí a algumas horas já voltaram a acordar.
Mas e se morrermos? Não há "voltar a acordar".
Por isso, enquanto estás a ler este texto (com alguma tendência para falar de coisas mórbidas), devias desligar o computador, pensar no tempo que te resta e devorar aquele restinho que ficou no fundo do prato e que ninguém aproveitou.
Conselho de amigo: enquanto o teu corpo e a tua mente o permitirem, faz tudo aquilo que te vier à cabeça e, acima de tudo, CARPE DIEM ENQUANTO PODES!!!