20/02/2009

Mundos paralelos

Temos dois mundos paralelos
Dos quais podemos desfrutar,
O da realidade do dia-a-dia
E o outro onde queremos ficar.

Por pior que a vida seja,
Por pior que o mundo esteja,
Resiste, persiste e insiste
E depois desfruta do outro mundo...

Um deles pode ser uma prisão
O pior sítio para estar
Mas depois há o outro lado
Onde poderemos descansar

Mas apesar disto tudo
Há uma coisa que não se pode esquecer
É que por melhor que o subconsciente seja
É no outro que realmente estamos a viver.

São dois mundos paralelos
Não serão iguais por mais que tentes
Pois às vezes são opostos
Mas sempre iguais,sempre diferentes.

09/02/2009

Carpe Diem enquanto podes

"Carpe Diem" - expressão latina cujo significado é "aproveita o teu dia" (definição de um dicionário qualquer).
Para mim, "carpe diem" significa muito mais do que apenas aproveitar o dia. Isso é uma definição muito ligeira. Esta expressão quer dizer, em si própria, "dá o teu melhor para tornares o teu dia melhor e assim tirares o maior partido deste".
Porque, se virmos bem, só temos uma vida. Apesar de algumas pessoas acharem que estou a dizer o maior disparate do mundo, esta é a verdade nua e crua. Só há uma vida. Só temos uma.
Não há aquele conceito das três tentativas. "Game Over" é o fim. A seguir não há mais nada, por mais que digam que há.
E isso não vos soa estranho? Quando se vão deitar, pensam que daí a algumas horas já voltaram a acordar.
Mas e se morrermos? Não há "voltar a acordar".
Por isso, enquanto estás a ler este texto (com alguma tendência para falar de coisas mórbidas), devias desligar o computador, pensar no tempo que te resta e devorar aquele restinho que ficou no fundo do prato e que ninguém aproveitou.
Conselho de amigo: enquanto o teu corpo e a tua mente o permitirem, faz tudo aquilo que te vier à cabeça e, acima de tudo, CARPE DIEM ENQUANTO PODES!!!

20/01/2009

Porquê?

Porque é que aqui estamos?
Porque é que amamos?
Porque é que refilamos?
Porque é que nunca nos contentamos?

Tantas perguntas para as quais não há resposta
Tantas coisas por saber
Até deixam uma pessoa indisposta.
"Porquê?" estão-me vocês a dizer?

Queremos saber sempre mais e melhor
Sobre tudo o que nos rodeia.
"De onde veio o planeta Terra?"
"Como se formou a Pangeia?"

Infelizmente muitas perguntas não têm resposta,
Ou porque não a queremos saber
Ou porque esta não está exposta
E é difícil de perceber.

Se nos custa a acreditar
E nem sequer queremos saber
Porquê virar as costas à aventura?,
Pois devemos pensar
Que nem todas as respostas são agradáveis
Nem todas nos podem agradar.

As partes dolorosas dos porquês
É não podermos responder
É continuar na escuridão
À procura do amanhecer...

Às vezes o melhor é permanecer na ignorância.
Qual a lógica de de procurar toda a informação do mundo
Se esta não tiver importância?
Não sei, digam-me vocês...

14/01/2009

Amor...

Amar é procurar
É tentar encontrar
A metade que nos falta
A água do nosso mar.

O amor é a mais bela invenção
Amar é partilhar o coração
É encontrar o porto de abrigo
É poder dizer "quero estar contigo".

Porque é que amamos?
Porque, para ficarmos completos
Precisamos de carinho e atenção
Precisamos de nos sentir repletos de emoção.

Amar é o verbo mais interessante
Visto que tem vários pontos de vista
E não apenas uma só variante.

É bom poder amar...

Igualdade e Perfeição: Utopia ou Realidade?

Há uns tempos para cá tive uma conversa com alguns amigos meus.
Estávamos a ver qual a melhor forma de criar um mundo perfeito e sem diferenças.
Um dos meus amigos disse que, antes de tudo o resto, se deviam eliminar as diferenças entre os povos.
Perguntei-lhe por onde começar e ele respondeu, dizendo que primeiro devia alterar-se a religião, de forma a acabar com as guerras religiosas. "Mas que religião?", perguntei eu.
Ele ficou sem resposta.
É que, se dissermos a um judeu, cristão, budista ou muçulmano que ele terá de deixar de acreditar no seu deus e mudar-se para outra religião como quem muda de casa, ele dir-nos-à muito provavelmente "Mudem-se vocês." E o que é nós fazemos? Matamo-lo. OK.
E os outros todos que disserem não? Matamo-los? Não. Isso não é correcto.
Há alguns séculos atrás, julgava-se que o mundo apenas atingiria a perfeição quando fosse tudo igual. Houve milhares de guerras e igual número de mortos. No século XX, um senhor chamado Adolf Hitler julgou que conseguiria criar a versão perfeita da raça humana. "Game Over".
Seis milhões de judeus mortos por alguém achar que a vida é um jogo: se perdermos, voltamos a jogar até ganhar.
Felizmente, hoje em dia ainda ninguém teve (por enquanto) a ideia de uniformizar o mundo.
Se pensarmos bem, como é que se torna um mundo todo igual? NÃO se torna. Tão simples quanto isso.
Por isso, o mundo perfeito continua a ser aquele onde NINGUÉM é igual.
É aquele onde encontramos alguém que, no meio dos outros todos, achou que nós éramos especiais. Mas se fôssemos todos iguais isso já não seria possível.
Se todos os dias comêssemos a mesma coisa enjoávamos.
Se todos os dias jogássemos o mesmo jogo fartávamo-nos.
Se todos os dias fizéssemos a mesma coisa morríamos de tédio.
Felizmente ainda posso dizer "se".
Felizmente ainda posso dizer que sou diferente de tudo o resto e que isso me torna especial.
Felizmente o mundo é diferente e não uma "monotonia eterna".
Felizmente.
Portanto, serão a igualdade e a perfeição uma utopia ou uma realidade?...

13/01/2009

O que é a amizade?...



É um conceito bastante abrangente. Pode-se dizer que é uma relação amigável que duas ou mais pessoas mantêm durante algum tempo, mas isso é aquilo que vem escrito nos livros.
A verdadeira amizade é a que nos acompanha ao longo da vida; os amigos são os que dizem bem e mal de nós.
A amizade não consiste apenas em dizer sempre que "sim" e ouvir sempre "sim".
Os nossos amigos não são aqueles que se submetem às nossas ordens.
Os amigos são aqueles que sabem dizer não ou dar-nos aquele empurrãozinho quando ninguém está a olhar; são os que nos verdadeiramente ajudam.
Por isso, a amizade pode ser vista como uma casa, em que os pilares são o respeito mútuo e a entreajuda. O que daí deverá surgir será a felicidade, mas não apenas a nossa, caso contrário não diria entreajuda.
Concluindo, a amizade é, por vezes, um dos poucos motivos que nos leva a seguir em frente. É aquela brisa ligeira que nos faz reerguer e enfrentar o que está para vir.
Felizmente, não tenho falta desta e desejo que quem está a ler também não tenha.

23/12/2008

O Menino e a Estrela de papel


Em criança costumava ter sonhos em que fazia coisas impossíveis, como voar para sítios longínquos que inventava ou descer ao mais profundo dos oceanos e conhecer todas as criaturas que visse ou imaginasse.
Como não tinha televisão em casa, costumava ir para a a rua brincar com os outros meninos; fazíamos papagaios de papel e ficávamos a vê-los planar lá no alto, tal como eu fazia nos meus sonhos.
Agora que sou um velho, já não sonho com essas coisas; infelizmente, raramente sonho. Simplesmente fecho os olhos e mal tenho tempo de sonhar, pois já é dia e tenho de ir tratar das finanças, de ir visitar um amigo ou ficar apenas a ler.
Mas há uns dias atrás tive um sonho bastante curioso; era uma grande estrela de papel e um menino de bibe.
O menino agarrou na estrela e saiu de casa. Era de noite e estava muito escuro.
Então, o menino largou a estrela e esta subiu, subiu até o menino quase deixar de a ver. Subitamente, a estrela começou a brilhar e o menino, percebendo o que tinha acontecido, foi a casa buscar uma tesoura e, quando voltou, cortou o cordel.
A estrela subiu mais e mais, até que passou a ser um ponto brolhante ao pé de muitos outros. Depois disso, desapareceu.
O menino tinha ficado a observar tudo, maravilhado. Ao aperceber-se do sucedido, agarrou no cordel e meteu-o no bolso.
A seguir, voltou para casa e adormeceu.
E esse menino era eu.

Casa da Poesia

É grande e animada
Conforme a disposição do autor
Que escreve a sua composição
Com alegria, com tristeza, com vigor.

É onde vivem os sonhos
Onde reina a imaginação
Onde não há tempo nem lugar
Onde tudo é uma canção.

Lá se esconde o mais profundo segredo
Aquele dita a nossa vocação
Aquele que está lá mais ao fundo
E a quem chamaram coração.

A casa é bem grande
E a sua beleza fenomenal
Pois o poeta escreve aquilo que sente
No seu refúgio habitual.